O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) está em fase avançada de análise para classificar o tornado que atingiu o bairro Guatupê, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, no último sábado, 10 de janeiro. Especialistas do órgão, incluindo meteorologistas e equipes de geointeligência, realizaram varreduras em campo neste domingo para coletar dados técnicos, utilizando inclusive drones com sensores para mapear a extensão dos danos e o rastro deixado pelo fenômeno. A avaliação inicial busca enquadrar o evento na escala Fujita, que mede a intensidade desses fenômenos de 0 a 5 com base nos estragos causados, sendo que a equipe analisa variáveis como a distância em que objetos foram arremessados e o tipo de comprometimento das estruturas físicas.
O impacto social do tornado foi severo, atingindo diretamente 350 residências e afetando cerca de 1.200 pessoas. Segundo balanço da Defesa Civil Estadual, duas pessoas sofreram ferimentos leves e foram prontamente atendidas em unidades de saúde, enquanto duas famílias ficaram desalojadas e buscaram abrigo com parentes. Para auxiliar na recuperação imediata, o governo encaminhou 2,6 mil telhas para o município. Além das avarias em edificações, o fenômeno causou quedas de árvores e danos significativos na rede de distribuição de energia elétrica, mobilizando equipes de manutenção para restabelecer os serviços essenciais. O trabalho dos meteorologistas agora se concentra no cruzamento de dados de radares, imagens de câmeras de monitoramento e relatos de moradores para oficializar a classificação do tornado e entender a dinâmica da tempestade que surpreendeu a região.
Fonte: AEN / GMC Online.




