Os eleitores do Peru foram às urnas neste domingo (7) para escolher o novo presidente do país, em uma eleição marcada por uma prolongada crise política. Cerca de 27 milhões de peruanos participam do segundo turno, que reúne a candidata de direita Keiko Fujimori e o candidato de esquerda Roberto Sánchez Palomino.
O pleito ocorre após uma década de forte instabilidade institucional. Desde 2016, o Peru teve sucessivas trocas de governo, com presidentes renunciando, sendo destituídos pelo Congresso ou afastados por crises políticas. O último presidente a concluir integralmente seu mandato foi Ollanta Humala.
Analistas apontam um cenário de incerteza na disputa. Keiko Fujimori carrega tanto o apoio quanto a rejeição associados ao legado de seu pai, Alberto Fujimori. Já Roberto Sánchez busca atrair o eleitorado do interior do país e setores ligados ao ex-presidente Pedro Castillo, defendendo reformas constitucionais e ampliação de direitos sociais.
Além dos impactos internos, o resultado da eleição poderá influenciar o posicionamento geopolítico do Peru na América do Sul. Enquanto uma vitória de Fujimori é vista como uma aproximação maior com governos conservadores da região e com os Estados Unidos, especialistas avaliam que um eventual governo Sánchez teria dificuldades para promover mudanças significativas devido à forte oposição no Congresso.
A eleição acontece em um contexto de baixa confiança nas instituições, após anos de confrontos entre Executivo e Legislativo, além da prisão de ex-presidentes e sucessivas mudanças no comando do país.




