O curso de Agronomia da Fatec Ivaiporã passou a integrar a rede de monitoramento da cigarrinha-do-milho e iniciou a coleta de dados em propriedades rurais de Ivaiporã e Pitanga. A ação faz parte do projeto Monitoramento da Cigarrinha-do-Milho e Enfezamento do Paraná, que é coordenado pelo IDR-Paraná de Londrina.
O monitoramento está ligado à Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada – Complexo de Enfezamento do Milho (Rede CEM), formada pelo Sistema Faep, Fundação Araucária, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.
A coordenadora do curso de Agronomia da Fatec Ivaiporã, Silmara Pietrobelli, explicou que a região central não tinha pontos de coleta. “Quando olhávamos o mapa, via um vazio entre municípios como Ivaiporã e Pitanga. Então, surgiu a oportunidade de contribuir com dados e envolver os alunos em uma atividade de pesquisa aplicada”, contou Silmara Pietrobelli.
Armadilhas adesivas
O trabalho é realizado por acadêmicos, que atuam no campo e no laboratório da Fatec Ivaiporã. As equipes instalam armadilhas adesivas amarelas nas lavouras e, após 7 dias, retiram para análise. “Os acadêmicos contam manualmente as cigarrinhas com o auxílio de lupa e lançam os dados no sistema do IDR, que alimenta o mapa estadual”, explicou a coordenadora.
As informações são disponibilizadas na plataforma Cigarrinha Web (https://cigarrinhaweb.com.br/), onde são centralizados dados de monitoramento, série histórica e orientações técnicas para produtores e profissionais do setor. O sistema permite acompanhar a distribuição e a densidade da praga, auxiliando no planejamento do manejo.
A leitura do mapa é feita por cores, com base na contagem em 30 pontos de coleta. “Até 50 cigarrinhas, o ponto aparece em amarelo, indicando atenção. Acima de 50, entra no vermelho, que é alerta. Quando não há presença, fica verde. E o azul mostra que ainda não houve coleta naquela semana”, detalhou Silmara Pietrobelli.
Além de Ivaiporã, o monitoramento feito em Pitanga. A escolha considera diferenças de clima e relevo entre as regiões. “A finalidade é entender se o comportamento da praga muda de uma localidade para outra e ampliar a cobertura de uma área que não tinha dados”, disse Silmara Pietrobelli afirmando que o monitoramento é parte essencial do controle. “Antes de qualquer aplicação, o produtor precisa saber o que está acontecendo na lavoura. A partir desses dados, o produtor decide se deve intervir e quando tomará providências”, esclareceu a coordenadora
A professora Mariana Sismeiro, responsável pela área de Entomologia, defendeu o impacto na formação superior. “Os acadêmicos passam a acompanhar a dinâmica da praga – semana a semana, o que muda a forma de compreender a cultura do milho e as decisões que precisam ser tomadas no campo”, observou Mariana Sismeiro.
Em Ivaiporã, as 4 armadilhas estão na orientação Norte, Sul, Leste e Oeste na propriedade Tibagi. E, nos próximos dias, o monitoramento da cigarrinha-do-milho será iniciado em Pitanga com a supervisão da coordenadora Silmara Pietrobelli e da professora Mariana Sismeiro.




