Uma pesquisa do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) aponta o crescimento do uso de ferramentas digitais em casos de assédio eleitoral nas relações de trabalho. O levantamento, divulgado nesta segunda-feira (28), analisou detalhadamente 138 processos ajuizados até dezembro de 2025.
Segundo o estudo, o WhatsApp foi citado em 37% das ações como meio utilizado para práticas de assédio eleitoral. As redes sociais apareceram em outros 14,5% dos processos. Mensagens, grupos e plataformas digitais podem fazer com que a pressão ultrapasse o ambiente físico de trabalho.
A pesquisa também identificou diferentes formas de pressão, incluindo manifestações verbais, comunicados, ameaças, vantagens econômicas e mecanismos psicológicos. Entre as provas consideradas nos processos estão mensagens, gravações, documentos e depoimentos de testemunhas.
Em uma amostra ampliada de 688 processos, ajuizados até junho de 2026, 32,1% tinham dois ou mais réus. A maioria das ações analisadas foi movida por pessoas físicas, que representaram 88% dos autores, enquanto o Ministério Público do Trabalho foi responsável por 12% dos processos.
A Justiça do Trabalho contabiliza 823 processos relacionados a assédio eleitoral entre maio de 2023 e setembro de 2026, sendo 189 registrados somente em 2026. O número representa processos cadastrados com esse assunto e não significa, necessariamente, que todos tiveram a prática reconhecida pela Justiça.




