A demência provoca a perda progressiva de habilidades cognitivas, comprometendo memória, raciocínio, linguagem e outras funções essenciais para a autonomia. Entre os sintomas mais difíceis para a família está o momento em que o paciente deixa de reconhecer pessoas queridas. Para quem cuida, a situação pode ser dolorosa e muitas vezes gera dúvidas sobre como agir.
Segundo a neurologista e neurofisiologista Thaís Augusta Martins, coordenadora de Neurologia do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, o termo “demência” ou “síndrome demencial” se aplica a qualquer quadro de perda cognitiva progressiva que interfere nas atividades do dia a dia.
“Pode afetar a capacidade de lidar com finanças, se orientar no tempo e espaço, lembrar compromissos e executar tarefas complexas”, explica. O que é demência? Demência é um conjunto de sinais e sintomas, incluindo esquecimentos frequentes, repetição de perguntas, perda de compromissos ou dificuldade em lembrar nomes. Atualmente, o SUS oferece diagnóstico e tratamento multidisciplinar para pessoas com demência, incluindo Alzheimer, em centros de referência e unidades básicas de saúde. Um diagnóstico precoce permite ações terapêuticas que podem retardar sintomas, aliviar a carga familiar e melhorar a qualidade de vida. Dados do Ministério da Saúde mostram que até 45% dos casos de demência podem ser prevenidos ou retardados.
O Alzheimer é a causa mais comum, com incidência no Brasil estimada em 7,7 casos por mil pessoas-ano entre indivíduos com 65 anos ou mais. Além da memória, a doença pode comprometer atenção, linguagem, funções executivas e percepção visuoespacial, área essencial para o reconhecimento de rostos.



