O período de defeso da piracema 2025/2026 segue em pleno vigor no Paraná, estendendo-se até o dia 28 de fevereiro para garantir a reprodução das espécies nativas na bacia do Rio Paraná. Regulamentada pela Portaria IAT nº 377/2022, a medida restringe severamente a pesca de peixes como bagre, dourado, jaú, pintado, lambari e piracanjuva, incluindo também a proibição do piauçu, apesar de sua origem exótica. De acordo com o Instituto Água e Terra (IAT), a fiscalização, que conta com o apoio do Batalhão de Polícia Militar Ambiental, é rigorosa e visa proteger os estoques pesqueiros durante esta fase crítica de migração. Por outro lado, a captura de espécies exóticas e híbridas, como tilápia, tucunaré, carpa e bagre-africano, permanece liberada, desde que realizada dentro das normas vigentes e sem o uso de equipamentos proibidos para o período.
As punições para quem descumpre as regras são severas, com multas que partem de R$ 1.200 por pescador, acrescidas de R$ 20 por quilo de peixe nativo capturado, além da apreensão de materiais como varas, redes e embarcações. O transporte e a comercialização irregular também estão sob constante vigilância das autoridades ambientais. Historicamente, o defeso tem se mostrado eficaz, com balanços anteriores registrando multas que somaram mais de R$ 127 mil e a apreensão de dezenas de quilos de pescado ilegal. O IAT reforça que a colaboração da população é essencial, disponibilizando o telefone 181 para denúncias anônimas. Mais do que uma obrigação legal, o respeito à piracema é um ato de consciência ecológica que assegura a sustentabilidade da pesca e a conservação da biodiversidade paranaense para as gerações futuras. Mais detalhes estão no Jornal Repórter do Vale. Acesse: jornalreporterdovale.com.
Fonte: AEN / GMC Online.




