Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel e ré pelo homicídio do filho, se entregou à polícia do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (20). A professora se apresentou na 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu.
No sábado (18), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou os recursos da defesa de Monique Medeiros e manteve a ordem de prisão imediata da professora, acusada de participação na morte do filho, Henry Borel, de quatro anos, em 2021, no Rio de Janeiro.
Na decisão, Gilmar Mendes destacou que já havia sido estabelecido, em decisões anteriores, que apenas a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro seria competente para reavaliar a prisão, e não o juízo de primeiro grau que determinou a soltura da acusada por suposto excesso de prazo.
O júri popular que julgaria Monique e o outro réu da ação, o ex-vereador Dr. Jairinho, foi adiado após a defesa dele abandonar o plenário. A ação foi classificada pelo ministro do STF como uma manobra da defesa para esvaziar a ação de julgamento.
De acordo com as investigações, Henry Borel morreu devido a lesões corporais provocadas, de forma livre e consciente, pelo ex-vereador Dr. Jairinho, enquanto Monique Medeiros teria se omitido de sua responsabilidade na defesa do filho. Também foi concluído que Henry Borel sofria periodicamente diversas agressões.
O novo julgamento dos acusados está marcado para o dia 25 de maio.




