A GFS – Global Feed Soluções inaugura nesta quarta-feira (9), em Apucarana, no Norte do Paraná, sua nova unidade fabril voltada à produção de tecnologias para nutrição animal. O empreendimento recebeu investimentos de R$ 55 milhões em infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento e amplia a capacidade de produção de soluções com tecnologia 100% nacional.
Um dos principais produtos fabricados pela empresa é um aditivo para ração de aves que atua como otimizador de cálcio e fósforo. A tecnologia melhora o aproveitamento desses minerais pelo animal e reduz a necessidade de inclusão de fosfato na alimentação, contribuindo também para a redução das emissões de CO₂.
Segundo Luciano Andriguetto, pesquisador da GFS e Ph.D. em Ciência Animal, a tecnologia é patenteada e utiliza uma molécula renovável à base de óleos ômega 3, 6 e 9. Em vez de aumentar a quantidade de fosfato na ração, o produto melhora o aproveitamento do fósforo que já está presente na dieta.
A tecnologia permite reduzir de forma expressiva a utilização de fosfato bicálcico na alimentação das aves. Estudos apontam uma economia entre R$ 20 e R$ 30 por tonelada de ração.
Além da redução de custos, a solução também apresenta impacto ambiental. Para cada quilo do produto utilizado, 7,89 quilos de fosfato deixam de ser retirados da natureza. Como a produção de fosfatados envolve mineração, reações químicas e granulação, a estimativa é de que, para cada tonelada de fosfato que deixa de ser extraída, 1,21 tonelada de CO₂ equivalente deixe de ser emitida.
Capacidade de produção
A localização da nova fábrica também foi planejada para funcionar como um hub logístico da companhia, facilitando o recebimento de matérias-primas e a distribuição dos produtos para os principais estados produtores de carne e consumidores de ração das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
De acordo com Fernando Blini, CEO da GFS, a capacidade de produção da empresa passará de 500 toneladas para 4,5 mil toneladas por mês.
Suinocultura terá produção de fibras ampliada
A nova unidade também terá uma linha voltada à suinocultura, com tecnologia que alia nutrição e saúde animal por meio de fontes de fibra naturais e livres de toxinas.
Extraída de pinus reflorestado, a fibra especializada melhora o aproveitamento dos nutrientes da dieta dos suínos, contribuindo para o ganho de peso, a saúde intestinal e a redução dos custos de produção e de medicação.
Atualmente, a tecnologia é utilizada em cerca de 25% da produção de suínos no Brasil. Com a ampliação, a unidade da GFS em Apucarana terá capacidade de produzir 1,6 mil toneladas de fibras por mês e será, segundo a empresa, a maior fábrica de fibra natural do continente americano.
Mercado
Dados do Sindirações apontam que, em 2025, a avicultura de corte e postura consumiu 45,28 milhões de toneladas de ração no Brasil, enquanto a suinocultura consumiu outras 22,5 milhões de toneladas. Juntas, as duas cadeias representam mais de 70% da produção nacional de ração.
O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango e bovina e o segundo maior de carne suína. Entre 2015 e 2025, os embarques brasileiros cresceram 25% no setor de frango, 180% no de suínos e 188% na carne bovina.
Com pesquisa, desenvolvimento e tecnologia brasileiros, a GFS afirma ter como missão oferecer soluções sustentáveis e de alta performance para um setor em expansão.




