O vereador Guilherme Livoti (União Brasil) apresentou na Câmara de Apucarana o Requerimento nº 118/2025 cobrando explicações claras a respeito das quedas e da instabilidade do 192, telefone de urgência do SAMU. O tema foi discutido na última sessão e o pedido ainda será votado em plenário.
Segundo Livoti, a população não pode ficar no escuro quando precisa chamar socorro.
“Na hora da urgência ninguém tem que se submeter a procurar número de telefone alternativo em sites de notícias ou emissoras de rádio. O 192 é que tem que funcionar! Não é possível que hoje tenha até foguete dando ré e um telefone de emergência não funcione”, afirmou o vereador.
Para o vereador, o que está em jogo é o tempo de resposta e vidas salvas.
“Se a ligação não funciona, quem está do outro lado fica sem atendimento no momento mais crítico. Precisamos saber por que isso tem acontecido com tanta frequência e o que será feito para evitar futuras ocorrências”.
Por que o tema veio à tona agora
O assunto ganhou força após o falecimento da jovem Jady Maria Neves da Silva (17), atleta e estudante de Apucarana, que sofreu um acidente de bicicleta e veio a falecer no dia 5 de agosto de 2025. O caso comoveu a cidade.
Relato da família
De acordo com familiares de Jady, no momento do acidente, eles não conseguiram contato com o 192 em função de instabilidade na linha; um vizinho precisou ir de carro até o Corpo de Bombeiros para comunicar o fato e pedir ajuda. “Este requerimento é em respeito à memória de Jady, para que nenhuma outra família passe por uma situação como esta na nossa cidade”, afirmou o vereador.
O que o vereador pediu
Por que o 192 tem caído de forma recorrente?
O que está sendo feito para evitar novas falhas?
Como garantir que a população não fique sem atendimento em caso de falhas?
Livoti reforça que o telefone de emergência tem que estar disponível 24 horas por dia. “A cidade precisa de um 192 que funcione sempre. É simples assim”.
Próximos passos
O requerimento ainda não foi votado. Após aprovado em plenário, o órgão responsável deverá responder oficialmente dentro do prazo legal.




