A política de formação continuada das merendeiras e merendeiros da rede estadual de educação do Paraná será ampliada em 2026, reforçando o compromisso do Estado com a qualificação de mais de 7,9 mil profissionais responsáveis por garantir alimentação e acolhimento nas escoA iniciativa, viabilizada pelo Governo do Estado, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), amplia a capacitação em uma rede já estruturada que movimenta diariamente as cozinhas de 2.081 colégios estaduais, onde são preparadas cerca de 1,5 milhão de refeições servidas a aproximadamente 1 milhão de estudantes em todas as regiões do Paraná.
Além de garantir alimentação de qualidade, esses profissionais desempenham papel essencial na construção de vínculos e acolhimento no ambiente escolar.
Com a expansão da capacitação, o programa alcançará 24 polos regionais, além da utilização de unidades móveis com cozinhas industriais. Somados os investimentos de 2025 e 2026, a iniciativa chega a cerca de R$ 700 mil.
Segundo a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona, a estratégia busca aumentar o alcance da formação e garantir que o conhecimento chegue a toda a rede. “A formação já foi realizada em parceria com o Senac-PR, em cozinhas-escola distribuídas em 22 polos, com a participação de uma merendeira por colégio, para que elas atuem como multiplicadoras dos conhecimentos nas unidades em que trabalham”, afirma.
Mais do que o preparo das refeições, o trabalho das merendeiras e merendeiros se reflete no cotidiano escolar como um importante elo de convivência e cuidado com os estudantes.
O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, destaca que a alimentação escolar está diretamente ligada ao processo de aprendizagem e ao bem-estar dos alunos. “Quando falamos em qualidade da educação, também estamos falando de acolhimento e bem-estar. As merendeiras e merendeiros são parte fundamental desse ambiente, ajudando a construir vínculos e garantindo diariamente uma alimentação adequada para melhores condições de aprendizagem”, afirma.
CONEXÃO COM OS ESTUDANTES – A realidade vivida nas cozinhas das escolas reflete nas histórias de profissionais que transformam a rotina alimentar em gesto de cuidado e proximidade com os estudantes.
Em Lunardelli, a merendeira Regina Aparecida de Almeida Santos, da Escola Estadual do Campo Leonardo Becher, encontra na profissão realização pessoal e propósito. Mesmo sem seguir a carreira docente, seu inicial objetivo profissional, ela encontrou na cozinha a forma de fazer parte da formação dos estudantes.
Para ela, cada refeição é também uma forma de acolhimento. Entre os pratos de sua autoria, o de maior sucesso é o estrogonofe, que virou sua marca registrada. “Sempre gostei de trabalhar com crianças e de estar em uma escola. Faço tudo com muito carinho, porque acredito que cuidar da alimentação também é uma forma de cuidar dos alunos”, afirma.
CAPACITAÇÃO – A formação das merendeiras da rede estadual será realizada entre os dias 10 e 22 de julho, em 24 polos distribuídos pelo Paraná, com carga horária de 8 horas. As turmas terão, em média, de 15 a 20 participantes, totalizando aproximadamente 1,5 mil profissionais capacitados em todo o Estado. Eles são multiplicadores de conhecimentos nas unidades em que atuam.
Entre os conteúdos abordados estão técnicas básicas de culinária, preparo de cardápios mais atrativos, apresentação de pratos e utilização de fornos combinados. A iniciativa busca aperfeiçoar o trabalho nas cozinhas escolares, ampliar a variedade e a aceitação das refeições servidas e reduzir o desperdício de alimentos.
A ação dá sequência à formação realizada em 2025, quando quase 2 mil merendeiras participaram de cursos presenciais voltados ao aprimoramento das boas práticas de manipulação, ao aproveitamento integral dos alimentos e ao preparo de receitas mais atrativas e nutritivas com itens do cardápio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).




