Covid-19 deixa bebês órfãos de mãe em Maringá e Sarandi

 Covid-19 deixa bebês órfãos de mãe em Maringá e Sarandi

Théo Gabriel não terá a chance de conhecer quem o trouxe ao mundo. Sua mãe, Mônica Alves, morreu aos 36 anos de idade, vítima da covid-19, poucos dias após dar à luz. Em Maringá, ela foi a primeira puérpera – mulher que acabou de ter bebê – a morrer por complicações da doença.

Sem comorbidades, Mônica testou positivo para a covid-19 no dia 14 de fevereiro deste ano. Após complicações da doença, os médicos realizaram o parto prematuro do Théo, que nasceu saudável. Mas a mãe precisou ser entubada e faleceu no dia 7 de março.

Além do Théo, Mônica deixou outros três filhos: Miguel Fernando, de 1 ano e meio, Eloyse Victória, de 5 anos, e Yan Bruno, de 14, e o marido, Fernando Rodrigues Crisostomo, de 38 anos, que tem buscado forças para manter a família em meio ao luto. Todos pegaram covid-19, menos o recém-nascido.

“Fisicamente estamos todos bem, mas o psicológico ainda está muito abalado. Minha esposa era minha parceira para tudo, tem sido muito difícil”, relatou Fernando.

O viúvo, que trabalhava em um açougue de um supermercado de Maringá, precisou se afastar do trabalho para cuidar dos filhos. Mas as contas não param de chegar e ele pede ajuda.

“Moro de aluguel, tenho água, luz, gás e todas contas para pagar, e está sendo muito difícil porque estou afastado do meu serviço. Quem puder ajudar com qualquer valor, já ajuda muito”, disse.

Quem puder ajudar, pode entrar em contato com Fernando pelo número (44) 99879-5856, que tem WhatsApp.

Sarandi

Na cidade ao lado, em Sarandi, outro bebê ficou órfão de mãe devido à covid-19. É o Enzo Gabriel, que nasceu prematuro em dezembro do ano passado. Sua mãe, Lisiane da Silva Roque, precisou passar por uma cesárea de emergência após complicações da covid-19. Ela faleceu seis dias depois de dar à luz, aos 27 anos.

Além do bebê, Lisiane deixou o marido Willians Favaron, de 35 anos, com quem estava junto desde 2018, e uma filha de cinco anos, do primeiro casamento. Nenhum deles teve covid-19. O viúvo, que trabalha como auxiliar de expedição em uma metalúrgica em Maringá, tem contado com a ajuda da família.

“Agora as coisas estão melhorando porque o Enzo está crescendo e ficando mais fortinho, mas no começo foi bem difícil, ele demorou um pouco para se recuperar porque era prematuro. Devo muito à minha família, que tem me ajudado bastante. Quando saio para trabalhar, minha irmã Fernanda que cuida dele”, relatou.

Mas a saudade ainda é grande, segundo Willians. “A Lisiane foi uma pessoa que Deus colocou na minha vida. A gente se entendia muito, ela era minha companheira. O tempo que vivemos juntos foi muito bom, e sinto muita saudade dela”, finaliza.

Willians também pede ajuda. “Quem puder doar fraldas, roupas, qualquer coisa, me ajuda muito. Hoje é só o meu salário e fica pesado”, conta. Quem puder ajudar, pode entrar em contato com ele pelo telefone: (44) 99701-1230.

Com informações: GMC Online.

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