Três meses após a morte de quatro homens em Icaraíma, na região de Umuarama, no Paraná, os familiares das vítimas voltaram a cobrar publicamente das autoridades o avanço nas investigações e a prisão dos responsáveis.
🗣️ Cobrança da Família
A advogada das famílias, Josiane Monteiro Bichet, expressou a revolta e a indignação nas redes sociais devido ao que chamou de “três meses de angústia, de dor e principalmente de silêncio e falta de resposta”. A advogada reforçou que a demora alimenta a sensação de impunidade, especialmente em um caso que ganhou repercussão nacional.
🚓 Posição da Polícia Civil
Questionada sobre o andamento do caso, a Polícia Civil de Umuarama defendeu o sigilo e a complexidade da investigação:
- Histórico das Vítimas: A polícia confirmou que dois dos homens mortos (Rafael e Robishley) tinham passagens anteriores pela polícia, enquanto Diego não possuía registro.
- Hipótese de Crime Organizado: A corporação informou que levantou essas informações devido à hipótese de possível ligação das vítimas com o crime organizado, o que ainda não está confirmado e segue em apuração.
- Defesa do Sigilo e Demora:
- A Polícia Civil alegou que o segredo de justiça é necessário para garantir o êxito da investigação e evitar que os suspeitos tenham acesso às linhas de apuração.
- A corporação defendeu que a dinâmica e o momento exato das mortes dependem da conclusão dos laudos periciais, e divulgar informações antes da análise completa pode levar a erros.
- A polícia reforçou que casos complexos podem levar meses ou mais de um ano para serem concluídos, e a prioridade é a consistência do resultado para garantir a responsabilização criminal.




