A Polícia Civil do Paraná, por meio da Delegacia de Polícia de Ibiporã, informou que, na manhã desta quinta-feira (17), foi acionada após a localização de restos mortais humanos em uma propriedade rural situada na região da Água das Abóboras, em Ibiporã.
Conforme as informações preliminares, o responsável pela propriedade realizava uma poda preventiva no local quando encontrou sacos plásticos próximos a uma árvore, sendo possível visualizar, no interior deles, o que aparentava ser um crânio humano. Na sequência, outros sacos foram encontrados nas proximidades.
Durante os trabalhos realizados no local, foram identificados cinco crânios humanos e diversos outros restos mortais, além de fragmentos de vestimentas, terra e materiais que, em análise preliminar, poderiam estar relacionados a caixões ou procedimentos de sepultamento. A quantidade exata de pessoas às quais o material pertencia ainda não havia sido determinada.
A área foi preservada, e equipes da Polícia Científica e do Instituto Médico-Legal foram acionadas para a realização dos levantamentos periciais e recolhimento do material. Os exames técnicos deveriam auxiliar na identificação da origem das ossadas, no período aproximado em que haviam sido depositadas no local e em outras circunstâncias relevantes para a investigação.
Também constava a informação de que, em 18 de junho deste ano, outra ossada com características semelhantes teria sido localizada em um ponto próximo, aproximadamente 50 metros do local da descoberta.
Naquele momento, ainda era muito cedo para estabelecer qualquer conclusão quanto à origem dos restos mortais ou eventual relação com outros fatos investigados.
A Polícia Civil também apurava a possibilidade de eventual conexão com uma ocorrência registrada anteriormente na região do Heimtal, envolvendo violação de túmulos e notícia de subtração de restos mortais. Essa hipótese, contudo, constituía apenas uma das linhas de investigação e não havia, até aquele momento, elementos suficientes para afirmar que os casos estavam relacionados.
A investigação prosseguia com a análise das informações já levantadas e, principalmente, com a realização dos exames periciais, que seriam fundamentais para esclarecer a procedência das ossadas e verificar eventual vínculo com ocorrências anteriores.
A Polícia Civil reforçou que qualquer conclusão naquele momento seria prematura e que novas informações seriam divulgadas à medida que o avanço das diligências permitisse, sem prejuízo das investigações.




