Na cidade de Cambira, no Vale do Ivaí, um fato chamou a atenção das autoridades e da população após a conclusão de uma investigação da Polícia Civil do Paraná (PC-PR). Um jovem de 23 anos foi indiciado pelo crime de estelionato sob suspeita de arrecadar dinheiro por meio de campanhas de doação, alegando estar em tratamento contra leucemia.
Segundo a polícia, Alan Guilherme promovia vaquinhas virtuais, rifas e bazares beneficentes com o argumento de que precisava de recursos para custear despesas médicas relacionadas ao tratamento da doença. No entanto, denúncias recebidas de forma anônima pelo telefone 181 e por pessoas que procuraram a delegacia levantaram dúvidas sobre a veracidade da situação.
De acordo com o delegado Victor Hugo Torres Bento, as suspeitas aumentaram porque o jovem não apresentava características compatíveis com um tratamento considerado agressivo. Testemunhas relataram que ele mantinha uma rotina ativa, incluindo a prática de futebol e outras atividades físicas que, segundo os relatos, seriam incompatíveis com o quadro de saúde divulgado.
Durante as investigações, a Polícia Civil identificou publicações em redes sociais que mostravam viagens realizadas pelo suspeito para cidades como Londrina e São Paulo, além de passeios em um parque de diversões em Santa Catarina. As postagens também exibiam visitas a restaurantes e museus.
A polícia ainda não conseguiu determinar se o jovem realmente possui a doença e utilizava os valores arrecadados para finalidades diferentes das informadas aos doadores ou se o diagnóstico foi completamente inventado. Também não foi possível calcular o montante total arrecadado, já que parte das contribuições foi enviada diretamente para a conta do investigado. Em uma das campanhas analisadas, entretanto, foram identificadas doações que somavam R$ 2.525.
Nossa reportagem não conseguiu contato com o acusado, mas a informação é que ele nega o crime de estelionato.
O inquérito foi concluído e o jovem foi indiciado por estelionato. Ele responde ao processo em liberdade.




