A história dos cães comunitários da Praia Brava, em Florianópolis, encerrou-se com uma nota de profunda tristeza nesta semana. A cadela Pretinha, fiel companheira do cão Orelha, morreu na última segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, em decorrência de uma falência renal agravada pela dirofilariose, o “verme do coração”. Pretinha estava sob os cuidados do empresário Bruno Ducatti desde o trágico assassinato de Orelha, ocorrido em janeiro deste ano, quando o animal foi brutalmente espancado por um adolescente. O caso de Orelha gerou comoção nacional e mobilizou investigações complexas que utilizaram até softwares de GPS para indiciar o responsável. A morte de Pretinha, pouco mais de um mês após a do seu protetor, simboliza para os moradores locais o fim de uma era de convivência comunitária marcada pelo afeto e pela proteção mútua entre os animais, evidenciando as falhas sociais no combate ao abandono e às doenças parasitárias negligenciadas.
Enquanto Florianópolis vive esse luto, São Paulo reforça sua segurança para o Carnaval 2026. Após tumultos registrados nos primeiros blocos de rua, a prefeitura e a Secretaria de Segurança Pública anunciaram um contingente maior de agentes para os megablocos, com monitoramento via drones e foco especial na proteção à mulher através da “Cabine Lilás”. Paralelamente, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil contra a rede de academias C4 Gym, após a morte da professora Juliana Bassetto, de 27 anos. A investigação aponta que o uso de cloro adulterado ou misturado indevidamente a outros produtos químicos na piscina causou a intoxicação fatal de Juliana e a hospitalização de outros quatro alunos, revelando ainda irregularidades administrativas e falta de alvarás na unidade da Zona Leste.
No cenário educacional e da saúde, o Ministério da Educação (MEC) tomou uma decisão drástica ao cancelar o edital do programa Mais Médicos 3, que previa a abertura de 5.900 vagas em cursos de medicina privados. A medida foi motivada pela intensa judicialização do setor, com milhares de vagas sendo pleiteadas via liminares, o que comprometeu a sustentabilidade e a coerência da política pública de expansão médica. Além disso, o MEC destacou que a qualidade do ensino será priorizada após avaliações insatisfatórias em diversos cursos existentes. Entre o luto pelos animais da Praia Brava, a vigilância sanitária em academias e a reestruturação do ensino médico, a semana exige uma reflexão profunda sobre a responsabilidade coletiva e o rigor das fiscalizações em serviços essenciais. Mais detalhes estão no Jornal Repórter do Vale. Acesse: jornalreporterdovale.com.
Fonte: Agência Estado, G1 SC, Poder360 e Redação GMC Online.




