O Senado Federal aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira, 5, o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para salários de até R$ 5 mil. O texto segue agora para a sanção presidencial.
A medida, enviada pelo governo, deve beneficiar cerca de 16 milhões de pessoas, elevando o número de brasileiros isentos do IR para aproximadamente 65% dos declarantes.
💼 O que Muda com a Nova Regra do IR
| Faixa Salarial | Regra no Projeto Aprovado | Detalhes |
| Até R$ 5.000,00 | Isenção Total | O contribuinte fica isento do Imposto de Renda. |
| R$ 5.000,00 a R$ 7.350,00 | Desconto Parcial | Terão redução parcial do imposto, com desconto escalonado. |
| Acima de R$ 7.350,00 | Regras Atuais | Segue a tributação progressiva, podendo chegar a 27,5%. |
💰 Taxação dos Mais Ricos (Compensação Fiscal)
Para compensar a perda de arrecadação com a ampliação da isenção, o projeto inclui medidas de tributação para contribuintes de alta renda:
- Imposto Mínimo de IR para Alta Renda:
- Público Alvo: Contribuintes que ganham acima de R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil ao ano) e possuem significativa parcela de rendimentos isentos (como lucros e dividendos).
- Alíquota: Gradual, podendo chegar a 10% para quem fatura R$ 100 mil ou mais por mês (R$ 1,2 milhão/ano).
- Cálculo: Baseado na alíquota efetiva. Quem já pagar acima do mínimo não complementa; quem pagar menos, deve acertar a diferença.
- Exceções (Rendimentos Excluídos do Cálculo): Heranças, poupança, indenizações, aposentadorias por invalidez, dividendos de governos estrangeiros e rendimentos de títulos isentos (LCI, LCA, CRI, CRA, Fundos Imobiliários e Debêntures Incentivadas).
- Tributação sobre Dividendos:
- Regra: Cria uma alíquota fixa de 10% sobre dividendos, que hoje são isentos.
- Aplicabilidade: A cobrança será feita na fonte e incidirá quando o valor recebido por empresa exceder R$ 50 mil por mês.
- Início: A medida passa a valer em 2026.
🗺️ Impacto em Estados e Municípios
A ampliação da isenção causará uma queda na arrecadação do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Para compensar, o projeto prevê o aumento das transferências a esses fundos, além de repasses trimestrais adicionais em caso de sobra de arrecadação.




