Um laudo da Polícia Técnico-Científica de São Paulo confirmou que a substância encontrada na casa de Ana Paula Veloso Fernandes, conhecida como a “menina veneno”, é um inseticida agrícola utilizado no controle de pragas. A jovem é suspeita de matar quatro pessoas por envenenamento em São Paulo e no Rio de Janeiro, ao longo de cinco meses.
De acordo com o Instituto de Criminalística (IC), o produto estava guardado na residência de Ana Paula, localizada em Guarulhos (SP). O delegado Halisson Ideiao Leite, responsável pelo caso, afirmou que a polícia agora investiga se o veneno foi o mesmo utilizado nos assassinatos.
As investigações apontam que Ana Paula, estudante de Direito, teria usado o produto para cometer os crimes e até testado o veneno em dez cachorros antes de aplicá-lo em suas vítimas. Ela e sua irmã gêmea, Roberta Cristina Veloso Fernandes, estão presas preventivamente.
Entre as vítimas estão:
Marcelo Hari Fonseca, proprietário da casa onde Ana Paula morava, encontrado morto em janeiro;
Maria Aparecida Rodrigues, amiga da suspeita, envenenada em abril após tomar café em sua casa;
Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, morto no Rio de Janeiro com ajuda de uma cúmplice;
Hayder Mhazres, tunisiano de 21 anos, namorado da suspeita, morto em maio na capital paulista.
A defesa das irmãs afirma que pretende “colaborar com a apuração dos fatos e garantir os direitos das investigadas”. O caso segue sob investigação pela Polícia Civil de São Paulo.




